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02
Mar
Dois anos da renúncia de Bento XVI

Em 02/03/2015

Dois anos da renúncia de Bento XVI

“Sou simplesmente um peregrino que inicia a última etapa de sua peregrinação nesta terra”. Com estas palavras, o Santo Padre Bento XVI, em Castel Gandolfo, despediu-se de sua vida como Papa, há dois anos. Em 28 de fevereiro de 2013, 17 dias após surpreender o mundo com a sua demissão, o pontífice alemão se retirou na residência papal de verão durante a Sé Vacante. Nesse mesmo dia, foi selado o apartamento papal.


No último dia de seu pontificado, Bento XVI cumpriu um programa intenso. Na parte da manhã cumprimentou os cardeais presentes em Roma, na Sala Clementina, no Vaticano. Naquele encontro, recordou que a Igreja "é de Cristo" e "não uma instituição, mas uma realidade viva." Ele também exortou os cardeais a pedir ao Espírito Santo para serem "dóceis na eleição do novo Papa". Lá, Bento XVI prometeu "obediência ao novo Papa."


Na parte da tarde, às 16h45, no pátio San Damiano, no Vaticano, cumprimentou algumas autoridades e seus colaboradores da Secretaria de Estado.


De carro foi até o heliporto do Vaticano, localizado a 800 metros de distância, onde fez os últimos cumprimentos e de lá voou de helicóptero para Castel Gandolfo, cerca 15 minutos de voo. Bento XVI permaneceu por lá alguns meses. Em seguida, retornou para o mosteiro Mater Ecclesiae, no Vaticano, onde vive há dois anos. Chegando em Castel Gandolfo, o Papa emérito foi recebido pelas autoridades locais e pelo bispo da diocese, Marcello Semeraro. Em seguida, ele apareceu na varanda e proferiu suas últimas e emocionantes palavras como Pontífice.


Às 20 horas do dia 28 fevereiro de 2013 Bento XVI deixou de ser Papa. A partir daquele momento passou a ser chamado de Papa Emérito Bento XVI.


A Guarda Suíça fechou as portas da casa em Castel Gandolfo e deixou de exercer suas funções neste período da residência temporária de Bento XVI, pois não havia Papa para custodiar e a função foi assumida pela Gendarmaria do Vaticano.


Em sua última Audiência Geral, um dia antes de sua despedida, Bento XVI recordou na catequese que, em 19 de abril, quase oito anos antes, quando aceitou assumir o ministério petrino, teve “a firme certeza que sempre me acompanhou: esta certeza da vida da Igreja, da Palavra de Deus". Ele também disse que nunca se sentiu “sozinho no levar a alegria e o peso do ministério petrino; o Senhor colocou tantas pessoas que, com generosidade e amor a Deus e à Igreja, ajudaram-me e foram próximas a mim".


E desejou que sua saudação e sua "gratidão alcançasse a todos: o coração de um Papa se expande ao mundo inteiro". Bento XVI explicou que nos últimos meses sentia que suas “forças estavam diminuindo” e pediu a Deus com insistência, na oração, para iluminar “com a sua luz para fazer a decisão mais justa não para o seu próprio bem, mas para o bem da Igreja".


Desta maneira, nos últimos dois anos o Papa emérito viveu retirado do mundo, dedicado à oração. Em algumas ocasiões participou em atos públicos; pudemos vê-lo nos dois Consistórios para criação de novos cardeais, na Jornada da Terceira Idade, e no dia que entrará para a história como o dia dos quatro Papas, a canonização de João XXIII e João Paulo II.


Fonte: Zenit

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