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Abr
Frei brasileiro fala das condições de vida dos cristãos na Síria

Em 26/04/2016

Frei brasileiro fala das condições de vida dos cristãos na Síria

Diante das perseguições, os cristãos devem fazer o passo da misericórdia. Essas são palavras do frei Bruno Varriano, que é reitor e Guardião da Basílica da Anunciação, em Nazaré, em Israel.


Frei Bruno está há 20 anos na Terra Santa e comenta de modo especial a situação na Síria, que faz parte da missão dos Frades Menores e está apenas bem próximo à fronteira com Israel. “Vocês imaginem: nós falamos dos jihadistas que estão torturando, martirizando os nossos cristãos que estão a 80 quilômetros da fronteira de Nazaré, em Damasco, em Aleppo. Nós estamos muito perto geograficamente daquilo que está acontecendo”.


O frade destaca a necessidade de misericórdia frente à situação, para responder ao ódio com o perdão. “O ódio não resolve. Por isso os nossos frades que estão na Síria testemunham nesse momento aquilo que é o carisma dos frades da Custódia da Terra Santa. Quando tem as guerras, nós não olhamos a religião, não olhamos outro que não o homem. Nós estamos lá na Síria ajudando todo mundo”.


A situação dos cristãos na Síria não é nada fácil. Frei Bruno conta que a luz elétrica é disponível apenas duas horas por dia graças a um gerador. Os cristãos têm nada e vão à Igreja para buscar comida. O povo não tem mais dignidade, pois muitos foram torturados, martirizados, alguns freis foram sequestrados.


Há dois meses, Frei Bruno chegou a se oferecer para estar ao lado dos cristãos em Qinya, para substituir um frade sequestrado. Mesmo sendo poucos cristãos no local, cerca de 40 famílias, os frades dizem que eles não podem ser abandonados. “Então eu me apresentei, me ofereci, mas não foi acolhido o pedido por eu não ser árabe. Neste caso, mandamos um frei jordano, porque ir um estrangeiro, um europeu, um brasileiro ou de outra parte do mundo podia ser interpretado mal pelos rebeldes dali”.


Frei Bruno conhece bem o sofrimento da guerra. O brasileiro vivenciou também a Intifada de 2001. Ele deixa um apelo à oração e ao apoio mundial ao povo sírio, que há seis anos sofre com os conflitos, de modo especial os cristãos, que são alvo da perseguição.


“Eu não vivo na Síria neste momento, mas conheço um pouco a guerra porque no ano de 2002, quando teve o assédio à Basílica da Natividade em Belém, que teve a segunda Intifada, foram 40 dias preso ali, sem água, sem luz, com pouco alimento, com oito mortos palestinos dentro da Basílica. Temos que rezar pela Síria, pelo Iraque, pelos cristãos que estão sendo perseguidos. E também aqui na Terra Santa, é verdade que não tem a guerra, mas os cristãos vivem uma espécie de perseguição por serem a minoria. Nós vivemos, sentimos isso. Então precisamos da oração de todos”.


Da Redação, com Rádio Vaticano


Fonte: Canção Nova

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