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Out
Santuário de Frei Galvão: O santo que falava nossa língua

Em 25/10/2016

Santuário de Frei Galvão: O santo que falava nossa língua

Interior de São Paulo. Guaratinguetá. Uma cidade de porte médio, mas no século XVIII uma pequena vila, dedicada a Santo Antônio. A Igreja matriz, hoje uma catedral, marca o centro da cidade, e atrai visitantes, que mais do que conhecer a arquitetura da bela construção, vem em busca das bênçãos do primeiro santo legitimamente brasileiro: Frei Antônio de Santana Galvão. Nascido nessas terras, no ano de 1739, a história de Frei Galvão é contemporânea aos primeiros anos da devoção a Senhora Aparecida. Mesmo que nada tenhamos oficialmente registrado, sendo a família de Frei Galvão extremamente religiosa, possivelmente ele tenha ido algumas vezes ao Morro dos Coqueiros para rezar aos pés da santinha negra. Coincidência ou providência, o certo é que a fé fez morada no Vale do Rio Paraíba! 



Mas não é a Matriz de Santo Antônio o local dedicado exclusivamente a Frei Galvão. Seu santuário, um pouco afastado do centro da cidade, foi erguido com intuito de celebrar a fé dos que buscam nele a intercessão nas horas de angústias. Simples como sempre foi Galvão, o santuário tem recebido a cada ano um número mais intenso de fiéis. Em 2015, na semana da novena e festa, cerca de 100 mil pessoas visitaram o local. E os testemunhos de graças recebidas só se faz aumentar. 


Como em todo santuário, a rotina da igreja é intensa, com missas diárias e atendimento aos devotos. Uma estrutura de acolhida tem sido progressivamente construída com a ajuda dos fiéis, e uma área verde, doada pela prefeitura, deve compor proximamente o entorno do santuário, valorizando a natureza e completando a espiritualidade franciscana do local. Lembremo-nos que Frei Galvão era um frade franciscano, e sua relação com as coisas da natureza sempre foi muito intensa. 


Uma das curiosidades do Santuário de Frei Galvão, e momento esperado pelos fiéis, é a incensação da Igreja feita por um grande turíbulo pendurado no centro do templo. A ideia foi trazida do Santuário de Santiago de Compostela e oferece um momento único para quem consegue estar presente nos dias em que o mecanismo é utilizado. A fumaça abundante que sobe e envolve os devotos cria um clima de mística e oração que aproxima todos das coisas do Céu. 


Outro devocional ligado à Frei Galvão, e que marca simbolicamente o relacionamento dos fiéis com a devoção ao santo, são as “pílulas”, pequenos pedacinhos de papéis, enrolados e distribuídos entre o povo. Segundo a história de Frei Galvão, ele teria escrito num pedacinho de papel as seguintes palavras – “Pos partum Virgo, Inviolata permansisti: Dei Genitrix intercede pro nobis(Depois do parto, ó Virgem, permaneceste intacta: Mãe de Deus, intercedei por nós)” e entregue a uma mulher que estava em um difícil trabalho de parto. O milagre daquele nascimento inspirou a todos a buscar nesse devocional um alívio a mais para as horas das dificuldades. 


Seja para buscar alívio e bênçãos, seja para um passeio em família, visitar o Santuário de Frei Galvão em Guaratinguetá é sempre um momento agradável e inspirador. Além do mais, rezamos tranquilamente diante da grande imagem do santo, sabendo que seremos ouvidos e atendidos, afinal o primeiro santo brasileiro falava a nossa língua!


Fonte: A12

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